Pela janela mal fechada,
Perto da hora do cansaço,
Irrompeu-se a madrugada,
Em anéis de fumo baço.
Manteve a posse, o mesmo olhar,
Como os dias, que vagueiam,
E os seus olhos a gravar,
Os meus sonhos que passeiam.
Na sua voz trazia,
A beleza do amanhecer,
Adivinhando que nesse dia,
Lindas estrelas, iriam chover.
Foi uma noite sem sono,
A esperança, ela trazia,
Não me quis ao abandono,
Entrou, e disse-me bom dia.
As mãos e o olhar da mesma cor,
Rosas, como a roupa que trazia,
Num gesto, que parecia ser de amor,
Sorria, e ao partir agradecia.
O rosto rosado, era a razão,
Dela irromper pela manhã,
Fazer parte da sessão,
Do sol a bater no divã.
Cristina Maria Ivens-31-10-2016

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