numa estrada sem rumo decidi viver
o céu estremeceu com um toque de telefone
e eu acordei, resolvi atender.
Com olhos ensonados, perguntei quem era
a voz recordou-me um amor do passado
o seu nome era"Vida", esquecido por ela
deixei o telefone, por uns segundos pendurado.
A Vida lamentou por me ter traído
ela sempre foi o meu grande amor
marquei com ela um encontro sofrido
bem junto à fonte do miradouro.
Ela tinha mudado, estava bastante diferente
tinha a lua bem cheia e o céu estrelava
abracei-me a ela, feliz e contente
junto à fonte disse à Vida, que eu a amava.
Cristina Ivens Duarte

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